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O desafio dos síndicos em administrar as contas dos condomínios em tempos de crise começa, justamente, na hora de economizar com o que é essencial e o que pode esperar mais um pouco para uma medida de reparo ou substituição. Muitas vezes ficam presos à urgências, medidas de última hora ou tomadas de decisão para manutenções que já não podem mais esperar. Mas, será que, mesmo em tempos de economia instável, é a melhor solução?

        Mas você sabe qual a diferença entre elas?

Manutenção Preventiva

    Geralmente, quando se tem uma gestão planejada, estudada e baseada em análise da situação do condomínio com uma certa frequência, a Manutenção Preventiva também está presente. Ou seja, é aquela realizada antes de qualquer necessidade de reparos e está relacionada à elaboração de ações que ajudem a conservar a utilidade do edifício. Para a prevenção se faz necessário o planejamento de alguns serviços essenciais, tais como:

  • inspeção de instalações elétricas e hidráulicas;

  • inspeção de áreas comuns, sistemas de segurança, equipamentos e outros;

  • verificação de elevadores, instalações de gás e inteireza da cobertura.

Esse tipo de manutenção traz como vantagens, além de menores custos, o aumento da vida útil dos equipamentos e instalações; a diminuição nas paradas de atividades corretivas e riscos de acidentes.

Manutenção Corretiva

Sabe quando os condôminos se reúnem para uma assembleia geral para tratar de assuntos gerais e termina com uma cota extra para custear os reparos em uma rachadura na estrutura predial? Então, neste caso, estamos tratando agora de Manutenção Corretiva, que é aquela realizada nos equipamentos com falha e inclui os seguintes serviços importantes:

  • consertos em vazamentos nas instalações de água;

  • impermeabilização do piso após detectada uma infiltração;

  • reparos em rachaduras e fissuras na estrutura predial;

  • troca de peças do elevador que subitamente deixa de funcionar.

 O problema é que, durante a manutenção corretiva, uma máquina importante no prédio pode ficar parada um tempo maior e, por algumas vezes, é necessária a compra urgente de materiais para seu reparo, não favorecendo a procura pelo melhor preço. É aquela pesquisa que é fundamental para encontrar a melhor relação custo/ benefício. Além disso, a mão de obra também pode sair cara, o que é, também, outro funil importante de gastos. Neste caso, a manutenção corretiva pode ser:       

Planejada – quando se percebe a queda de atividade de um determinado equipamento e dá tempo de se programar para corrigir o problema antes que ele pare de funcionar. 

Não Planejada –  quando a falha já ocorreu.

Manutenção Preditiva

Pensando em um planejamento estratégico visando a qualidade da moradia e, principalmente, a redução de custos extras e de última hora, chegamos a mais importante das manutenções, a Preditiva. Ela é a que envolve técnica para avaliar as condições dos equipamentos e das instalações. 

Com o apoio de um acompanhamento planejado, os técnicos coletam dados para analisar o que está ocorrendo concretamente através de inspeções in loco (trabalho de campo). Com base nesta avaliação, onde os técnicos utilizam câmeras termográficas, técnicas de ultrassom, testes que avaliam as vibrações e outros dispositivos, define-se qual será a periodicidade da manutenção de um determinado equipamento ou instalação, ajudando assim na redução das paradas prolongadas e custos mais altos da manutenção corretiva.

    Aqui vale ressaltar que esse tipo de manutenção tem como benefícios:

  • diminuição das intervenções de correção;

  • período estimado das avaliações nos equipamentos/instalações;

  • eliminação das inspeções físicas e desmontagem das máquinas;

  • garantia de maior confiança em cada equipamento;

  • aumento na vida útil dos equipamentos/instalações;

  • definição das causas que originaram os problemas;

  • custos mais baixos.

O importante é perceber que com a total noção sobre os serviços de manutenção necessários ao prédio você terá mais controle em suas ações de gestão, deixando-a altamente estratégica. Este planejamento terá resultados positivos a médio e longo prazo, transformando seu condomínio em um bom lugar para morar.

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